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Quarta, 18 de Outubro de 2017

Marion Brede - Artista circense

Escrito por Circonteúdo Qua, 16 de Novembro de 2011 20:41

Entrevista com Marion Brede

Realização: Circonteúdo

Entrevistadores: Daniel de Carvalho Lopes e Erminia Silva

Filmagem e Edição: Daniel de Carvalho Lopes

Local: Campinas (SP)

Data: 13 de agosto de 2010




 

Marion Brede – mulher circense – uma multidão de artes circenses

 

Daniel de Carvalho Lopes e Erminia Silva

 

Em 2007 iniciamos nosso trabalho de pesquisa com Ramón Ferroni. Já no final de 2009, fomos contemplados com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo, da Fundação Nacional das Artes (Funarte – Minc – Brasil) com um projeto que visava a realização de um documentário sobre Don Ramón, a digitalização de todo o acervo de imagens e vídeos do artista, a realização de um inventário e o registro fotográfico dos materiais de trabalho doados a nós por Ramón Ferroni.

Além disso, ao longo de 2010, a proposta era a produção de outras fontes, em particular orais, através de entrevistas realizadas com o próprio Ramón e outros artistas que tiveram ou fizeram parte da vida artística e/ou afetiva desse artista. Assim, além do próprio artista, também foram fontes cinco entrevistas realizadas com colegas de Ramón, sendo: quatro artistas que trabalharam com ele, um colecionador e pesquisador sobre a história do circo no mundo.

Uma das entrevistas que realizamos foi com MARION BREDE. Na montagem do vídeo documentário intitulado Bravo Ramón!, esta entrevista foi editada e reduzida para compor o quadro de fontes. Entretanto, sempre foi nossa intenção que o resultado do encontro com Marion fosse publicado integralmente no Circonteúdo, como um vídeo entrevista.

Marion Brede nasceu na Alemanha, em 1949, no circo Franz Althoff, onde os pais, o ginasta olímpico Horst Brede e a trapezista Margot Burket, trabalhavam. Parte de sua história não difere de muitas outras de artistas circenses múltiplos. Entretanto, como em toda história de vida, temos características que nos distinguem e que nos tornam únicos. No caso de Marion, sua trajetória a torna de fato única, não só pela superação, quando criança, de uma doença e sequela física a ponto de se tornar uma artista/atleta importante, mas também, por todos os caminhos que traçou e as várias formas que reinventou a vida como circense.

Considera-se como representante da tradicional forma de fazer circo, mas, ao mesmo tempo, é a principal referência de Campinas, quiçá do Brasil e América Latina, de formação de jovens nas artes do circo, junto com seu marido Félix (Felismer) Caro.

A importância da referência à cidade de Campinas tem história. Até a década de 1980, a não ser pelas aulas de iniciação circense que o professor Luiz Rodrigues Monteiro ministrava no Instituo de Artes – Departamento de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas –, e pela artista circense e arte-educadora Jaqueline (nascida e criada no circo Bom-Bril) – ex-fundadora do projeto social Lonas das Artes, que desde 1997 oferecia e oferece oficinas de arte circense, Marion foi e é a principal referência de formação de jovens na cidade de Campinas. Monteiro ficava restrito ao espaço da Faculdade de Teatro na universidade, Jaqueline aos espaços sociais (o que não é pouco), mas havia e há um número de pessoas oriundas dos mais diversos lugares sociais campineiros: da universidade (cursos de teatro, música, educação física, jornalismo, etc.), de alunos de escolas de circo profissionalizantes com os da Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro; Cefac – Centro de Formação Profissional em Artes Circenses (SP); entre outras no Brasil; profissionais artistas já formados por essas escolas que a procuram com o objetivo de se aperfeiçoarem; profissionais artistas autônomos que têm nela referências fundamentais para continuarem a exercer suas artes.

Enfim, Marion Brede tornou-se referência para todos aqueles e aquelas que em Campinas, e no Brasil, querem se dedicar às artes circenses. Félix, seu companheiro, além de mestre, é o principal nome quando algum artista está querendo montar ou construir um aparelho aéreo, uma estrutura de circo, etc.

É interessante que tudo isso começou quando Marion teve que parar com a atuação nos circos de lona itinerantes e fixar moradia em Campinas, devido à morte do pai. Assim, foi procurada para ensinar volteio acrobático para jovens no Club Hípica de Campinas. Para ensinar volteio, insiste em que as crianças necessitam se fortalecer com exercícios físicos e, em função disso, passa a ministrar aulas no quintal de sua casa. Num dia, o casal Marcos Becker e Marília Ennes, dois fundadores do grupo Paraladosanjos Produções Culturais Ltda., passando em frente à casa, observaram aquela mulher ensaiando as crianças. Perguntaram se ela entendia de circo e de trapézio, começaram a conversar e logo iniciaram o aprendizado de trapézio e outras técnicas circenses. A partir daí surge um dos “fundos de quintais” de maior referência do país e da América Latina, o quintal da casa de Marion, onde já passou uma parte significativa de artistas iniciantes e profissionais que hoje estão por ai ou por terras estrangeiras, exercendo as artes circenses.

Não deixem de ouvir um pouco da história de vida dessa mulher que é uma multidão de pessoas, artistas, vivências e que tem muito a ensinar.

 
Painel de entrevistas

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José Rubens
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Lily Curcio
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Payaso Chacovachi
Argentina
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Teatro la Muralla
Equador
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Teatromuseo
Chile





Erminia em entrevista no Jô

(+) entrevista na íntegra

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